Crítica de Livro | A Batalha do Apocalipse

Caros leitores,

Estamos em clima de #NerdPowerRecordBsb (se você ainda não sabe o que é, leia esse post AQUI que vai entender direitinho) e para dar uma animada no nosso público hoje vamos publicar a resenha de um dos livros que serão apresentados lá na Livraria no dia 11.

Nosso escolhido foi A Batalha do Apocalipse, do autor Eduardo Spohr. Ninguém está acostumado a ver autores brasileiros escrevendo sobre o mundo dos anjos, muito menos sobre o apocalipse, mas o fato é que a história e o mundo criado por Spohr te envolvem desde o início.

ABDA

Ele conta a história de um anjo renegado chamado Ablon, que escolheu o Rio de Janeiro como esconderijo após anos e anos de fuga. Você deve ter um pouco de atenção a palavra renegado, pois há muitas diferenças entre esses e os anjos caídos. Apesar de ter saído do paraíso há muito tempo, ele consegue sentir os sinais de que o Apocalipse está perto por conta da textura do tecido da realidade, que fica cada vez mais fino.

Ablon passa por poucas e boas e tem uma amiga fiel, Shamira, que aparece esporadicamente, porém em momentos bastante oportunos. Ela é uma feiticeira bastante poderosa, que foi ajudada por Ablon em um período de necessidade. Em poucas palavras, ela deve a própria vida a ele e também por dever alguns favores a amiga, a relação se mantém por anos a fio.

O que o livro tem de sensacional são as castas dos anjos, depois desse livro você irá associar os querubins a guerreiros com espada e armadura e não a um anjinho bonitinho tocando harpa. Você vai perceber que os anjos, são preparados o tempo inteiro para o sétimo dia, que só chegará ao fim com o Apocalipse.

Vou explicar melhor, na versão de Spohr o Criador fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, mas para eles cada dia dura milhões de anos da terra e o ser que criou tudo está descansando para levantar somente após o crepúsculo do sétimo dia, ou seja, no fim dos tempos.

Os anjos de Spohr não são nada parecidos com as figuras bondosas que imaginamos, talvez os malakins cheguem próximo disso, mas em geral, eles não nutrem amor pelos humanos e tem um senso de justiça questionável em alguns momentos.

O arcanjo que protege o sono do criador é Gabriel, Lucifer é um anjo caído e domina o reino do inferno obviamente, essa parte da estrutura é bem parecida com o que já conhecemos, mas as personalidades são bem interessantes.

Sobre a narrativa, só posso dizer que gosto muito do livro, ainda não li os outros livros do autor, mas dizem que ele melhora a escrita em Os Filhos do Éden. A história é eletrizante, tem momentos que você não sabe em quem acreditar e a definição de Deus dada por Ablon é de tirar o chapéu.

Confesso que esperava bem mais do final, parece que ele perde o ritmo, apesar de sequências de batalha incríveis ao longo do livro a batalha final é bem meia boca e óbvia. Pela qualidade do restante do texto não acho que ele se torne condenável, mas dá para perceber que para um livro de estreia, Spohr tem muito a contribuir para a literatura nacional.

Quando ler os outros livros digo se minha previsão foi confirmada, mas apesar dessa quebra de ritmo, gostei muito do texto e leria de novo sem problema algum.

A minha vontade era dar nove, mas quando penso na perda de qualidade do fim eu acho que a nota escolhida já é um ótimo começo.

Nota: 8,8.

Corram parar ler o livro e não esqueçam de comparecer ao #NerdPowerRecordBsb.

Beijos,

Ana.

Ps.: Também escrevo resenhas em um outro blog! Se quiser acompanhar, é só clicar AQUI.

Você irá gostar de ler também:

3 Comentários

  1. Nota 1.0 na minha opinião. O livro é maçante e irritantes, personagens superficiais e toda descrição é enciclopédica e chata. O real problema da ABdA é o público. O público que leu essa obra é o público do Jovem Nerd, e a grande maioria nunca teve experiência com literatura alguma, ABdA foi sua primeira leitura, e como a maioria é jovem, acabam pagando pau pra super-heróis que ficam fazendo pose e dando golpes com títulos vergonhosos. Jovem Nerd sabe fazer um bom marketing, e com as reviews e influência dos fãs deles, essa obra acabou se tornando algo intocável. ABdA é literalmente o pior livro que já li: Inconsistente, maçante, arrastado, com mudanças no estilo narrativo no decorrer da leitura e cockblocks repetidos a cada capítulo. A linguagem é outra barreira, já que o autor tentou usar uma linguagem mais culta, quando na verdade só usou sinônimos desagradáveis e complicados pras coisas, como chamar elevadores de ascensores. A forma da narrativa também é complicada, já que fica dando saltos temporais e geográficos pra todo lado, abandonando completamente a urgência do que quer que estivesse ocorrendo, e os personagens que mais parecem caricaturas criadas por um adolescente fã ,de DBZ ou CDZ não ajudam. Leiam se quiserem um exemplo do que NÃO se fazer em um livro, principalmente a jornada da China até Roma, que tem episódios bem risíveis, principalmente na questão de medição de tempo (um dos poderes dos Querubins parece ser prever quantos segundos faltam pra morrer e ignorar problemas anteriores por conveniência, haha!).
    Por sorte Sphor da atenção aos seus poucos críticos e melhorou exponencialmente nas obras seguintes (menos na parte de medição de tempo e conveniência. As coisas simplesmente acontecem por acontecer pra plot não ser barrada). Filhos do Éden por exemplo é uma trilogia bem standart, que pode ser lida sem problemas e entrega o que promete.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *