Crítica de Livro | Doze Anos de Escravidão

Olá, meu bom leitor.

Primeiramente feliz 2015! Espero que a sua lista de leitura esteja bem maior que a minha =D

Este ano estou com várias ideias para o blog, mais tempo (isso é muito importante), e com uma bela surpresa para os dois anos de vida do Ponto Para Ler, então se prepare 2015 promete.

Hoje vamos falar sobre a obra homônima Doze Anos de Escravidão de Solomon Northup.

Antes de qualquer coisa vamos falar um pouco sobre a vida de Northup. Ele foi um negro livre do estado de Nova York, casado, pai de dois filhos e violonista, ele recebeu um convite de dois brancos para tocar violino em um circo que iria se apresentar nos estados do sul, estados esses escravistas.

Post 18É a partir deste momento que a narrativa ganha uma cor forte e destaca de qualquer outra coisa que eu já tenha visto antes, em Washington acompanhando seus dois “amigos” ele foi drogado, dopado e escravizado. Solomon acorda dentro de um porão escuro, sujo e acorrentado e leva sua primeira surra como escravo.

Foi nesta surra que eu cai na real e pensei, “Meu Deus, eu estou lendo um relato de uma pessoa que foi escrava” não preciso dizer que tive que reler a narrativa detalhada e assombrosa do que o ser humano é capaz de fazer por um pouco de dinheiro fácil.

Sempre é muito complicado fazer uma critica referente a uma obra que retrata um acontecimento real, uma experiência real, mas no caso deste livro eu tive que me forçar a acreditar que era uma ficção. A cada virada de pagina eu não acreditava no que os meus olhos liam. É assombroso.

Solomon não era somente um negro livre, educado e com uma vontade inabalável de ter a vida que lhe foi roubada, mas acima de tudo ele era um observador hábil. Que foi, na minha opinião, uma fator crucial na equação que da como resultado este livro.

A narrativa é fluida e de um magnetismo forte, o detalhamento de como eram os locais, pessoas, trabalhos, humilhações e surras são potencialmente reforçadas com pensamentos de uma lucidez e atemporalidade que deixaria muito autor atual com inveja. Ele não só diz como o chicote abre um corte na pele e deixa a carne minando sangue como diz como isso era aceitável pelos brancos e imposto ao negro, de como um filho de fazendeiro com os seus doze anos já cavalgava pelos campos de algodão chicoteando os escravos como sendo uma atividade matinal natural e incentivada pelos pais.

Northup nos trás uma obra que não existe limites para analisar, de todos os pontos é possível  retirar uma interpretação que ocasiona em uma onda de reflexões, sinceramente Doze Anos de Escravidão não é apenas um relato, é um livro de auto conhecimento. Nele você é colocado como um observador que sofre constantemente com o dilema: ajudar o que sofre ou me ocultar e não apanhar.

O que você faria se visse uma negra nua amarrada ao chão ser espancada ao ponto de desmaiar e mesmo assim o seu algoz continuar com o levantar e baixar da chibata?

Este foi um dos questionamentos mais simples que eu tive durante a leitura, os mais complexo variavam entre fatores culturas, perspectivas dos mesmos ideias e de onde termina a minha liberdade para começar a sua.

Não vou analisar este livro mais tecnicamente pois não tenho maturidade suficiente para isso. A única coisa que tenho a mais para dizer é: leitura obrigatória para qualquer um que queira ter os seus horizontes expandidos.

Sinopse

“Doze Anos de Escravidão narra a historia real de Solomon Northup, negro americano nascido livre que, por conta de uma proposta de emprego, abandona a segurança do Norte e acaba sendo sequestrado e vendido como escravo. Durante os doze anos que se seguiram ele foi submetido a trabalhos forçados em diversas fazendas na Lousiana.

Este relato autobiográfico, publicado depois da libertação de Northup, em 1853, logo se tornou um best-seller, e hoje é reconhecido como a melhor narrativa sobre um dos periodos mais nebulosos da historia dos Estados Unidos. Verdadeiro elogio à liberdade, esta obra apresenta o olhar raro de um homem que viveu na pele os horrores da escravidão”.

Livro: Doze Anos de Escravidão
Autor: Solomon Northup
Editora: Penguin Companhia – Clássicos
Páginas: 273

Capa: 10
Continuidade: 9,50
Personagens: 10
Cenários: 10                                                     Nota Final: 9,75
História: 10
Narrativa: 9,50
Diálogos: 9,50
Revisão: 9,50

Tenha um ótimo ponto para ler!

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