Crítica de Livro | Na companhia das estrelas

Olá, meu bom leitor.

Hoje venho trazer uma crítica do livro “Na companhia das estrelas” do Peter Heller.

É impressionante o talento que certas pessoas têm em escrever, eu simplesmente me encantei e verei fã do Peter, ele traz uma reflexão enorme com um texto de leitura simples e sensível.

O livro é todo escrito em narrativa de primeira pessoa, toda a descrição do ambiente é feito pelo personagem, toda a narrativa dos acontecimentos e diálogos é feito pelo personagem Hig.

Eu tiro o meu chapéu para quem escreve dessa maneira. Ao contrário do que todo leitor acha, escrever toda uma historia e a fazer desenvolver pela perspectiva de um único personagem é complicadíssimo. Não vou entrar muito neste quesito técnico de escrita, o que você precisa saber é que, é difícil e que o Heller conseguiu com maestria.

Voltando ao livro prepare-se para uma leitura que vai te levar para questões filosóficas sobre a vida e de como um pouco de gentileza, um bom coração e sempre esperar o melhor das pessoas podem lhe salvar em meio a um mundo devastado.

A voz de Hig na leitura é assustadoramente real, ao decorrer das páginas quase é possível escutar o batimento cardíaco dele. Sabe aquela sensação de ter uma pessoa contando uma historia na sua frente e você ver a pele arrepiar quando ele vai contando e se lembrando, então é exatamente deste jeito o “Na companhia das estrelas”.

Uma das melhores narrativas que eu já li, e quando digo isso coloco no mesmo patamar de Machado de Assis, Sidney Sheldon, Dan Brown e outros que se for citar o post vai ficar muito grande.

Claro que não posso focar apenas nos pontos bons da leitura, sabe quando eu disse ali em cima que narrativa em primeira pessoa é difícil, então. Toda narrativa nesta modalidade sofre de um pequeno problema, em poucos momentos os diálogos ficam confusos, se você não estiver muito focado na leitura poderá se confundir se é uma pessoa falando ou se é o pensamento do personagem, nada de muito sério apenas uma problemática normal para este tipo de escrita.

A diagramação do livro também não me agradou muito, ela foi feita para dar volume ao corpo do livro, se ela tivesse sido feita em uma fonte um número menor e sem os espaços que saparam todos os parágrafos teríamos um livro, acredito eu, muito menor, quase a metade do tamanho atual.

Mas a diagramação é de critério da editora e do que ela quer, então não vou dizer que a diagramação está errada, longe disso, estou apenas falando que eu não gostei da diagramação e revisão. Mas não é nada que atrapalhe a leitura.

Para concluir, eu recomendo sim a leitura e prepara-se para se emocionar com uma historia bela e cativante.

Sinopse

“Em um mundo devastado pela doença, Hig conseguiu escapar à gripe que matou todo mundo que ele conhecia. Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado com o seu cachorro, Jasper, e um único vizinho, que odeia a humanidade, ou o que restou dela.

Mas Hig não perde as esperanças. Enquanto sobrevoa a cidade em um avião dos anos 1950, ele sonha com a vida que poderia ter vivido não fosse pela fatalidade que dizimou todos que amava. Hig é um guerreiro sonhador. E tem uma imensa vontade de gente, apesar da desilusão que se abateu sobre ele. Por isso é capaz de arriscar todo o seu futuro quando, um dia, o rádio de seu avião capta uma mensagem…

Voe com Hig e Jasper e se encante ao descobrir que um mundo melhor pode estar em cada um de nós.”

Livro: Na companhia das estrelas                 Autor: Peter Heller

Páginas: 407                                                     Editora: Novo Conceito

Capa: 8,50

Continuidade: 9,50

Personagens: 9,00

Cenários: 9,50                                                           Nota Final: 9,06

História: 9,00

Narrativa: 10,00

Diálogos: 9,00

Revisão: 8,00

Tenha um ótimo ponto para ler!

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