Crítica de Livro | O Capote [BEDA #19]

Olá, leitores!

O post de hoje é sobre um livro que eu nunca tinha ouvido falar até a Tag – Experiências Literárias mandar o kit de fevereiro lá para a minha casa. O Capote foi escrito por Nikolai Gógol e ele não é um romance, é um conto bem curtinho que conta a história de Akaki Akakievitch, um funcionário público do governo russo. Não vou dar muitos detalhes da história porque como é um conto você precisa ter o gostinho de saber como as coisas acontecem.

Esse foi o kit que recebemos em fevereiro 🙂

O que você precisa saber é que Akaki é um funcionário que ganha pouquíssimo dinheiro por mês e perto do início do frio setentrional ele descobre que seu capote não está mais em condições de ser utilizado e nem remendado. A partir disso ele começa uma saga para poupar o dinheiro necessário para conseguir fazer o novo Capote.

No início eu fiquei me perguntando onde a história me levaria, mas depois que li um pouco sobre o autor e o que ele representa para a Literatura russa me deixei levar. Até comecei a ler o texto de novo para entender melhor seus elementos. Percebi notas de humor e, de acordo com o que li, Nikolai foi um dos primeiros escritores a acrescentar humor ao texto literário e também elementos místicos.

Sim, ele não está mais vivo, e estamos falando de um autor que viveu entre 1809 e 1852. Segundo Dostoiévski, Gógol é tão importante para a Rússia que ele diz que todos os escritores seguintes derivam de O Capote. Como se fosse a fonte de inspiração de todos, por mais diferente que seja o estilo de escrita.

Eu li a história em uma sentada depois que comecei a reler e me diverti muito durante a leitura. A escrita é super simples então não espere um livro antigo com linguagem rebuscada, ainda que seja antigo. Apesar do humor e do sobrenatural estarem presentes na história, há muitas críticas a sociedade. Você percebe que cada personagem tem um papel a representar e vê figuras que se apresentam diante de nós mesmo nos dias de hoje.

Uma coisa que me marcou muito na personalidade do Akaki foi sua pequena capacidade intelectual. Sua função era fazer cópias e era apenas para isso que ele vivia, ele não tinha amigos, não tinha esposa, não percebia quando coisas caiam em cima e sequer se adaptou a uma atribuição mais pensante quando um de seus chefes resolveu lhe promover por ser muito prestativo com as cópias. O mais louco é que ele também não conseguia conversar direito com as pessoas porque ele não sabe formular frases completas. A única coisa que ele sabia fazer era cópias e naquele tempo não havia xerox, era cópia a mão mesmo. Ainda assim você consegue perceber a crítica e ver porque Gógol quis dar vida a um personagem como esse.

Enfim, foi uma experiência super inesperada e eu gostei demais da leitura, super recomendo a quem estiver a toa e quiser algo simples para ler. Acho que para quem está passando por ressaca literária talvez seja um incentivo interessante. Não te faz pensar demais, as críticas estão visíveis e, por ser um conto, não cansa a sua cabeça pelo tamanho.

Obrigada, Tag!

Sinopse

Vou ficar devendo porque o volume da Tag não tinha nenhuma diquinha do que viria na história xD

Livro: O Capote
Autora: Nikolai Gógol
Editora: —
Páginas: 20

Capa: 8,00
Continuidade: 9,50
Personagens: 10,00
Cenários: 9,50
História: 9,00
Narrativa: 9,00
Diálogos: 10,00
Revisão: 9,50

Nota Final: 9,31 – Muito Bom

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