Crítica de Livro | Os Homens que não amavam as mulheres (Trilogia Millenium)

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Esse e o primeiro livro da trilogia Millenium, escrita pelo autor sueco Stieg Larsson. Confesso que nunca tinha ouvido falar da série até surgir o filme homônimo estrelado por Daniel Craig e Rooney Mara. Fui ao cinema e fiquei completamente envolvida pela história e quando descobri que era um livro tive ainda mais vontade de acompanhar a trama.

Quem assistiu o filme sabe que a história tem um quê de suspense e que muitas coisas socialmente inaceitáveis acontecem, mas apesar de Mikael Blomkvist ser o personagem principal foi Lisbeth Salander que me intrigou. O comportamento dela e a forma que ela resolve os próprios problemas me deixaram de boca aberta porque logo no início fica claro que a força que possui é inversamente proporcional a sua aparência física.

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Mikael Blomkvist é um mulherengo e confesso que mesmo depois de finalizar a trilogia não consegui entender a natureza do relacionamento dele com a Erika Berger. Ele é dono da revista Millenium junto com ela e Christer Malm, uma revista pequena e polêmica que faz um estardalhaço na mídia sueca com suas denúncias das falcatruas de empresários suecos.

O prefácio dá o tom do livro, mas a história é meio morna no começo. Só quando Erik Vanger aparece é que as coisas começam a se movimentar e você consegue entender para que rumo a história vai. Se você estiver atento vai conseguir adivinhar boa parte da história lá pelo meio do livro, mas ainda assim vale a pena ler até o fim e ver como o autor finaliza os conflitos.

Principalmente porque se você se sentir inclinado a ler a continuação, vai precisar entender o que aconteceu em Hedestad, porque algumas referências são feitas. Não quero contar muito a história porque posso revelar demais e estragar o clímax da história, mas é vale muito a pena ler esse livro. Larsson consegue mudar as expectativas e sentimentos de acordo com o olhar de cada personagem e isso deixa tudo ainda mais intrigante.

Depois de passar pela parte que situa os personagens na história li tudo bem rápido e parti para o restante da trilogia, que também promete bastante e teremos crítica em breve. Não é romance água com açúcar, não é uma história de amor, é uma história interessante que demora um pouco para te prender, mas que você não consegue largar depois que a ação começa.

Nota: 9,1

Ana Paula.

Ps.: Também me aventuro escrevendo em um blog chamado Observatório de Política, como o próprio nome já diz o tema principal é política e se você quiser conhecer um outro lado meu basta passar por lá e ler os pitacos que dou. O link está AQUI e na página de parceiros.

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