Despertar – Parte III

Olá meu bom leitor.
Finalmente vou postar a terceira parte (de cinco) do conto que iniciei a um tempo.
Espero que gostem do andamento da historia de Luís, e não se preocupem tudo começar a ser explicado a partir de agora.
Muito obrigado aqueles leitores que me mandaram e-mails criticando, elogiando e dando dicas para o blog. Para pedidos de melhor comunicação o meu e-mail: paulohcsouza@gmail.com.
Tenha um ótimo ponto para ler!

Para quem não leu as outras partes ai vai os links:

Parte I

Parte II

Despertar – Parte III

O escritório estava completamente em torno de uma nevoa gélida, o pequeno abajur que emanava uma fraca e triste luz em tom de roxo iluminava pouco, o que Luís conseguia ver em meio aquela penumbra era inacreditável, o abajur começou a flutuar por cima da mesa e percorrer a sala, os outros objetos começaram a fazer o mesmo, mesa, cadeiras, livros, canetas, papéis e tantos outros objetos estavam agora a flutuar, uma cadeira se aproximou de Ganância que muito habilidoso o pegou e sentou-se.

Luís como que se tivesse em um transe temporário sentou no chão aproximou os joelhos ao peito passou os braços em volta das pernas e se entregou a loucura de tudo e apenas se deixou escutar o que sua ganância tinha a lhe falar.

– É um prazer conhecer você – dizia a ganância sentada na cadeira flutuando por entre a sala – bem, digo conhecer no sentido um olhando para o outro, digo, no sentido de estarmos uma para frente do outro já que não possuo olhos – apontou para as cavidades em seu rosto – mesmo que nós conhecemos muito e intimamente bens.

A voz dele era insuportável, Luís se sentia desconfortável, a ganância continuou.

– Meu caro, você sabe o que esta acontecendo neste momento?

“Não” pensou Luís.

– Claro que não, você é um fraco e eu estou profundamente surpreso em ver como conseguiu chegar até aqui e não se entregar logo de uma vez.

Luís tentava se encolher o máximo possível, mas era impossível, sua única alternativa era a de se deixar ouvir o que aquele homem tinha a lhe dizer.

– Sabe esta acontecendo uma coisa incrível nesse momento, todo o mundo parou – a Ganância soltou uma risada – acredito que isso você já deve ter reparado não é mesmo. Mas enfim, você em sua total insignificância sabe o que esta acontecendo realmente nesse momento?

“Estou morto ou louco”, respondeu em pensamento.

– Morto não, louco acredito eu que todos os seres humanos são, se não fossem acredito que o mundo seria bem melhor e egos como eu não existiriam – disse ele ao cruzar as pernas enquanto a cadeira percorria o escritório – meu caro Luís, acredito que a resposta maior seja essa, o que realmente esta acontecendo?

Luís já havia se feito essa pergunta inúmeras vezes antes de chegar ali, ele não entendia o que poderia ser. Lógico que a resposta para tal pergunta estava longe de sua capacidade, e nesse momento ele até começou a acreditar que estivesse sonhando.

– Uma coisa eu posso confirmar, isso não é um sonho – disse a Ganância – é a realidade, sabe isso tudo é uma chance que nos os egos temos para dominar os nossos criadores, no caso eu estou tendo uma ótima oportunidade para dominar você. Eu realmente fiquei feliz ao ver que o seu instinto natural ao ver o pandemônio que assolou o mundo foi vir diretamente ao trabalho para ganhar dinheiro, mesmo com o mundo parado – ele se encurvou na cadeira e mirou seu rosto magro e suas cavidades para Luís e continuou – estou muito orgulhoso, você esta adestrado perfeitamente, não importa a circunstância apenas ganhe dinheiro.

Aquelas palavras machucavam Luís, “Como assim meus egos irão me dominar?” essa ideia era definitivamente complexa de mais para o seu misero intelecto.

– Você simplesmente não entende não é mesmo Luís? Não precisa responder isso é uma pergunta retorica – a Ganância desceu da cadeira em um pulo e andou em direção a janela – venha aqui – disse ele – vamos levante-se e venha logo – Luís não se conteve, como que se se estivesse sendo comandado ele levantou vagamente e após uns instantes em pé para se acostumar com o frio que havia aumentado gradualmente após sua chegada.

Seus pés estavam definitivamente mais pesados que o habitual, a cada passo que dava era como se percorresse uma maratona, a energia e a disposição em cada passo eram enormemente desgastadas, mas a cada passo seguido de um grito da Ganância ele finalmente conseguiu chegar à janela, com a respiração ofegante e pesada ele parou de frente ao vidro negro.

“Eu não vejo nada” pensou Luís.

– Claro que não – respondeu a Ganância com um tom de superioridade – quando eu disser para você olhar você ira olhar, está entendido? – Luís respondeu com um aceno de cabeça positivamente – muito bem, agora olhe meu em breve mais novo e próprio corpo.

Luís obedeceu como uma marionete, ao focar a visão no vidro seus olhos se abriram, o vidro de negro foi se transparecendo ate ficar com uma região embaçada o suficiente para se olhar o que ocorria do outro lado.

“Impossível” pensou incrédulo Luís. Do outro lado a W3 estava com vida, à manifestação seguia atrapalhando os veículos, as pessoas andavam apressadamente cada uma cuidando da sua vida, o movimento das pessoas fazia Luís tomar folego o barulho era como alimento para sua alma, enquanto seu rosto corava de animo ao ver tudo como era.

Mas a felicidade do momento não o pertencia, a Ganância aproximou sua boca ao seu ouvido e começou a falar, cada palavra dita Luís conseguia sentir um bafo frio.

– Esta vendo como a vida é Luís, cada um seguindo com a sua vida sem se importar com o que acontece ao seu lado, cada um sendo mesquinha e olhando para o seu próprio umbigo, cada um movido por um ego diferente – a Ganância apontou para uma mulher que andava sensualmente falando ao celular – veja aquela mulher por exemplo imponente em sua beleza, sabe se vestir, sabe andar sensualmente e repare como todos a olham quando ela passa, sabe o que é isso?

Luís acenou negativamente a cabeça.

– Lá não é a mulher andando se você me entende, ali é a vaidade a manipulando, deste a hora que acordou ela começou pensando que roupa lhe deixaria mais bonita, que penteado a deixaria mais atraente, que perfume é mais gostoso de sentir, quantos elogios ou cantadas iria receber ao andar pela rua. Entende Luís, hoje ela poderia ter uma reunião importante no trabalho, ou uma prova decisiva na faculdade, mas ela não se preocupa com isso, naquele momento não é a mulher que esta no comando e sim a sua vaidade tomando conta de seu ser. Aquela mulher deixou que o seu ego atravessasse uma linha tenue, a linha de quem ta no comando.

O estado de petrificação tomou conta de Luís, ele não conseguia se mexer tentou sair correndo ao escutar o que a Ganância lhe dizia, mas seu corpo não respondia os impulsos enviados pelo seu cérebro, “Mas o que esta acontecendo comigo agora” pensava Luís.

– Estou tomando o controle de você – disse a Ganância respondendo o pensamento de Luís.

Como ele chegou naquela situação, não saberia informar, se iria morrer assim que sua ganância tomasse conta do seu corpo não saberia dizer também, a única coisa que sentia era a dormência que agora tomava conta de seu corpo.

Luís estava parado de frente a janela, sua ganância ria enquanto penetrava sua mão direita bem a base de sua coluna, ele não se mexia, conseguia sentir a mão dentro de seu corpo, sentia a mão magra e fria apalpando seu intestino e estomago.

– Onde esta o seu coração Luís? – perguntou a Ganância com um riso na voz – eu dominei você tão rápido que nem acredito, mas afinal de contas eu já havia lhe dominado deste a sua infância.

Aquelas palavras fizeram Luís entrar em transe, “… eu já havia lhe dominado deste a sua infância”, é verdade, refletiu Luís, memorias de sua infância vinham à tona.

Aos oito anos de idade Luís estava no primeiro dia de aula na escola, tímido e deslocado, sem rumo e sem vontade de falar com ninguém. Um menino chegou perto dele e perguntou o seu nome, mas a timidez não permitia que respondesse, o menino respondeu “meu nome é Igor, quer ser meu amigo?”, novamente nem uma resposta, outro menino chegou empurrando Igor e dizendo rindo “Não seja amigo desse ai não, se você for meu amigo eu te dou dinheiro” e balançou uma nota de um real. Luís sentia um impulso de que o certo era ajudar o outro jogado ao chão, mas a nota lhe encheu os olhos e um impulso maior que ele não podia controlar, apenas tomou a nota com uma mão e não teve coragem para olhar Igor caído.

“… eu já havia lhe dominado deste a sua infância”.

Luís chorava enquanto sua ganância apalpava seu pulmão, “Quem sou eu afinal?” perguntava-se Luís repetitivamente, as memorias vinham a sua mente como uma chuva para refrescar, limpar e criar uma correnteza de pensamentos.

Começou a se lembrar de que gostava de uma menina no ensino médio, mas por ela não ser tão bonita como a maioria dizia, ele a deixou e foi namorar com outra mais bela mas em compensação que não agradava seu intimo. Era sua ganância o controlando agora ele percebia com mais clareza.

Depois para escolher seu curso de ensino superior novamente a ganância o havia dominado, por aptidão e desejo teria estudado desenho industrial, mas por conversas paralelas e pela vontade de ganhar dinheiro que se inflou em seu coração optou em fazer direito. Um curso que não dizia nada sobre a sua personalidade natural, mas sim fazendo parte da ganância que crescia dentro do seu intimo.

Luís voltou do devaneio de seus pensamentos com uma pontada em seu coração, no desespero olhou pelo vidro e viu que tudo estava imóvel como antes, era uma ilusão ninguém estava se movendo e o vidro voltou a escurecer novamente, outra pontada.

– Agora estou quase terminando Luís – disse a Ganância com um sorriso estampado no rosto – acabo de achar seu coração, assim que eu te matar, esse corpo finalmente será todo meu.

Mais uma pontada, Luís podia sentir os cinco finos e frios dedos apertando seu coração, podia sentir a pressão do aperto em seu coração, suas veias do pescoço e dos braços incharam, seu braço esquerdo formigou, sentia o inicio de um AVC.

A Ganância ria e gritava com sua voz aguda, estava tão eufórica por ter aquilo que queria que naquele momento ele auto mostrava tudo o que a ganância realmente é, um jovem  imaturo cego que quer tudo o que deseja a qualquer custo.

Quando as pernas de Luís fraquejaram e ele foi indo em direção ao chão já se sentia morto, quando caiu e bateu a cabeça apenas conseguiu ver sua sombra projetada na parede pela fraca luz roxa, um corpo caído com uma outra sombra com um dos braços enfiados no corpo já quase morto e o outro braço balançando fortemente pelos ares.

– Eu sou você agora! – disse a Ganância não se segurando de tanta euforia enquanto Luís fechava os olhos.

A Ganância levantou e ficou uns instantes observando o corpo de Luís, agora como faço para controlar o corpo? Pensou virando-se de costas para o corpo.

“… eu já havia lhe dominado deste a sua infância”.

“Não!”

Sem que a Ganância percebesse Luís começou a se mexer vagamente, primeiro apoiou um dos braços e depois o outro, lentamente foi se erguendo, com muita dificuldade conseguiu ficar em pé usando a parede e a mesa que havia flutuado para perto.

– Você pode ter me dominado deste a minha infância – disse Luís pela primeira vez com a voz rouca – mas agora eu me comando – a Ganância virou de uma vez pasma – e agora é a sua vez de me escutar! – gritou com a sua voz rouca fazendo seu ego cair para traz com uma expressão de medo.

Após suas palavras a expressão que a Ganância fazia era de total espanto, Luís conseguiu manter-se em pé sozinho e lançar um olhar arrebatador.

– Criatura mesquinha você – continuou Luís – isso se eu puder chamar você de criatura não é mesmo. Sempre soube que eu era um homem influenciável por outras pessoas, mas nunca imaginei que seria um homem movido por um ego tão baixo.

– Mas como você…

– Mas nada – cortou Luís – você já disse o que tinha para falar, agora é a minha vez!

Enquanto Luís falava os móveis da sala tremiam suspensos no ar, o abajur que iluminava a sala começou a mudar a tonalidade da luz, de um roxo fraco foi evoluindo para um tom de azul forte e iluminador. Com a nova iluminação da sala Luís pode perceber o quanto sua ganância era fraca.

– Estou surpreso ao ver o quanto você é inútil – dizia Luís andando enquanto observava a face magra e assustada apontando seus grandes buracos em sua direção – eu realmente fui um homem muito fraco por toda a minha vida, me deixar governar por você é realmente impressionante.

O clima frio do escritório já começava a esquentar, a nevoa que antes tomava de conta do local já havia se dissipado quase que por completo, os vidros das janelas já haviam perdido seu tom negro e já era possível poder ver por entre eles toda a paralisação do mundo lá fora, os móveis começavam a voltar para os seus lugares.

– Mas acredito que no final das contas eu merecesse uma ganância tão incompetente como você. Olha que miséria é você, poderia ter me levado para grandes lugares, ter me feito um homem de importância e rico, um homem admirado por suas conquistas, mas não, você me manteve em um emprego mediano sem expectativas de crescimento e preso em uma monotonia dia apos dia me forçando a ser o que eu não queria ou deveria ser – Luís se manteve um pouco mais para poder tomar um pouco de folego e sentir uma força estranha que tomava conta de seu corpo – se você fosse pelo menos uma ganância grande para me fazer um grande homem.

– E deste quando a ganância de uma pessoa é responsável pelo seu sucesso – respondeu a Ganância seriamente – o sucesso é uma coisa que o seu talento e a sua autoestima são responsáveis, como você nunca os deixou crescer e me alimentava constantemente, eu e outros egos nos sobrepujamos em sua vida, agora me diga você Luís, eu sou o verdadeiro culpado pela sua vida?

Luís ficou parado sem ação por uns instantes ao ouvir a resposta que teve, uma ira subiu em seu ser e ele desferiu um chute direto no rosto da Ganância.

– Quem são os outros egos? – perguntou Luís gritando para a sua ganância.

A Ganância riu após levar o chute e ouvir aquela pergunta.

– Bem acredito que isso foi a “ira” que me chutou e não você, pois você não é uma pessoa de espirito agressivo – soltou mais uma risada e completou – quantas decisões importantes na sua vida que foram realmente tomadas por você?

Luís teve outro impulso para lhe dar mais um chute, mas ele se conteve, a Ganância estava certa ele não haveria a chutado por sua vontade, aquilo foi um impulso vindo de fora do seu ser. Ele parou olhou a Ganância jogada ao chão e com uma voz serena disse.

– Não irei mais te agredir, mas irei te matar – disse Luís calmamente – pois agora vejo que você não é uma parte de mim, e como você vive dentro de mim é minha responsabilidade lhe matar para abrir mais espaço para mim, se é que você me entende.

– Agora eu vejo você – disse a Ganância gaguejando.

Um rugido baixo e de origem distante pode ser ouvido dentro do escritório, Luís não deu muita importância a principio pensava que poderia ser mais uma ilusão da Ganância, mas ao observar sua reação se assombrou.

A Ganância começou a tentar a se arrastar para trás e esbarrou na porta trancada, olhou para cima e fixou o seu “olhar” para a maçaneta quando Luís disse – Esta procurando por isso? – ele balançava as chaves em sua mão e soltava um riso de canto de boca, mesmo com o assombro do rugido ele não poderia perder aquela oportunidade – Como as coisas mudam de figura não é mesmo?

A Ganância estremeceu e disse fixando sua face para Luís – Ele esta vindo.

– Ele quem? – perguntou Luís.

Eles dois ouviram um enorme rugido vindo do lado de fora.

– Agora meu caro Luís – disse a Ganância levantando-se e arrumando o terno no corpo – você não ira precisar sujar suas mãos me matando.

– Como assim? – Luís voltou ao estado do inicio do dia, não entendia mais nada do que estava acontecendo e isso o deixava muito desconfortável.

– Ele está fraco agora – disse a Ganância com a voz baixa, Luís mal conseguiu ouvi-lo – mas futuramente estará forte e poderoso.

– Quem está fraco? – Luís apenas conseguiu ouvir e entender isso.

Assim que Luís terminou de perguntar um rugido estonteante pode ser ouvido vindo do outro lado, a impressão era que ele vinha bem do outro lado da parede.

A parede foi destruída de ponta a ponta, toda a parede que era voltada para o lado de fora havia sido destruída em um único golpe e uma corrente de ar invadiu o escritório, Luís sentiu-se especialmente renovado com o ar limpo e por um fração de segundos fechou os olhos e sentiu aquele ar limpar seus pulmões.

Antes que pudesse esquecer-se de tudo com aquele ar fresco e o calor confortante dos raios de luz do sol que entrava pelo buraco ele foi trazido de volta ao que acontecia com um tremor forte no chão.

Uma enorme pata escamada com grandes garras se apoiou no chão vindo de fora, uma segunda pata veio de baixo e se apoiou na outra extremidade do enorme buraco que agora existia, apoiado pelas duas patas escamosas surgiu uma enorme cabeça de lagarto com olhos amarelos, entrou na sala com sua cabeça e pouco mais de um terço de seu corpo, ao longo de seu corpo serpenteando por dentro da sala Luís conseguiu ver um par da asas enormes que tiveram que encolher para perto do corpo para uma parte de seu corpo entrar, era um dragão.

O grande dragão lançou seu olhar para a Ganância que se manteve parado durante todo o período – Estou preparado, eu perdi – disse a Ganância.

O dragão fez um sinal positivo com a cabeça, e com um movimento rápido e certeiro abocanhou a parte superior do corpo da Ganância, o sangue que escorria da cintura era negro e de um odor forte de podridão, enquanto o dragão mastigava o corpo Luís virou-se e vomitou, em outra mordida o dragão terminou de devorar a Ganância.

Assim que Luís terminou de vomitar e virou novamente, viu que o corpo da Ganância se resumia a sangue podre no chão e escorrendo pelas presas do dragão, e esse por sua vez mantinha seu olhar fixo em Luís.

Luís se sentia intimidado pelo olhar do grande lagarto, aqueles grandes olhos amarelos o assustavam e ao mesmo tempo o petrificavam, ele não conseguia correr, aqueles olhos amarelos não o deixavam partir, ele tinha que ficar ali parado olhando aqueles olhos amarelos e eles o olhando de volta.

Luís não sabia ao certo quanto tempo ficou ali parado encarando o dragão, apenas reparava a luz que vinha de fora percorrendo o recinto, o sol nascendo e se pondo fazendo luz e sombra no mínimo umas quatro vezes.

O silencio foi quebrado quando o dragão disse.

– Finalmente eu te encontrei.

A voz do dragão era grossa, pesada e com um tom de imponência que o davam muito mais poder com o seu olhar penetrante.

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