Desventuras sexuais de Michele – Na Boate

Olá, meu bom leitor.

Mais uma quinta-feira e mais um conto.

Nesta semana venho trazer mais um conto da nossa heroína Michele (que foi fortemente solicitada por e-mail).

Para quem ainda não leu os outros textos é só clicar na aba “Contos” na barra aqui em cima.

Sem muitas delongas vamos para mais uma história da nossa Michele.

Tenha um ótimo ponto para ler!

Desventuras sexuais de Michele – Na Boate

– Eu deveria te bater Luana – disse Michele assim que entrou pela porta da fatídica boate.

– Michele vamos fazer um acordo, você só vai abrir a boca para beijar algum cara ou a encher com outra coisa – ela fez um de seus característicos sorrisos maliciosos.

– Você não vale nada amiga.

– Nunca disse o contrário.

E assim as duas entraram em um enorme salão banhado a luz neon e frequentado por um público bem atípico que se divertiam muito dançando no embalo de um tecnobrega excessivamente alto.

– O que você acha que eu vou encontrar aqui Luana? – perguntou Michele aos gritos para sua amiga.

– Um que te pegue de jeito amiga.

– Mas esse não é realmente um lugar para mim sua descarada.

Luana se aproximou bem perto do ouvido da Michele e disse com a voz bem maliciosa – Você não está em condições de escolher nada, vou procurar um barbudo e com um bigode para te dar um trato – e após saiu andando já se requebrando para o meio da pista de dança deixando Michele totalmente contrariada e perdida.

Se ela me aparecer com um barrigudo eu mato ela – resmungou enquanto andava atrás da Luana.

Enquanto ia desviando das cadeiras, bêbados e de algumas mãos que insistiam ou em beliscar ou bater em sua bunda Michele teve a certeza que apenas iria se encontrar com a Luana na pista falar que ia embora e partir de uma vez.

Quando finalmente achou Luana, que já dançava se requebrando com um homem, Michele lhe bateu no ombro para chamar sua atenção e dar o seu recado.

– Aí está você – disse gritando Luana assim que a viu – conheci um homem perfeito para você – e já foi jogando o homem com quem estava dançando nos braços da amiga e dizendo para ele – dá aquele trato nela que eu te falei – se virou para Michele e disse como se fosse uma especialista da arte da sacanagem – ele é do Pará amiga vai acabar com você.

– Mas o que? – disse Michele confusa enquanto já era arrochada por um forte abraço.

– Então você que é a Michele? – perguntou o homem com a voz grossa e rouca bem próximo ao ouvido raspando a barba falha no pescoço de Michele.

– Sim – disse ela já se entregando aos braços fortes que a apertavam com mais força.

Ele a lhe deu um longo, forte e profundo beijo de língua fazendo com que Michele ficasse sem ar, mas literalmente sem ar o homem a beijava e chupava sua boca com uma ferocidade que a estava sufocando.

Ela teve que lhe empurrar para poder respirar – Assim você me mata sufocada – disse com a voz embargada tentando recuperar o folego.

Antes que ela pudesse ter uma reação ele já a puxou novamente e a abraçando forte disse em seu ouvido – Se eu já te deixei sem ar imagina na cama. Eu sou é do Pará! – e lambeu a orelha provocando um arrepio em Michele.

Michele até tentou falar alguma coisa, mas ela foi puxada pelo braço com tanta força que apenas o seguiu indo em direção à saída.

– Para onde você está me levando?

– Tem um hotelzinho ali no fim da rua.

– Porra, você vai me levar em um hotelzinho?

– Você vai me querer ou não? – ele perguntou a olhando sério.

Michele então percebeu que aquele homem não somente era bruto como era exatamente o que ela precisava, igual Luana havia dito mais cedo ela não poderia escolher e naquele momento estava indo fazer o que estava querendo, dar uma bem dada.

– Vou – respondeu ela decididamente – mas preciso saber pelo menos o seu nome.

No momento em que ele ia abrir a boca para responder a porta da boate foi arrombada e uns grupos de policiais vestidos de preto entraram apontando as armas para todos os lados.

Depois de várias horas de bacus, revistas e depoimentos, Michele e Luana acabaram sendo liberadas com a notícia de aquela boate era na verdade um prostíbulo desfaçado.

– Porra Michele você é tão azarada que quando ia trepar a policia apareceu para interceder – disse gargalhando.

Michele a olhou de canto de olho – Você que me trouxe aqui sua louca.

– Mas foi à primeira vez em um bom tempo que você chegou tão perto de um homem que realmente ia te traçar.

– Sabe qual foi a pior parte da noite – disse Michele.

– Qual?

– Não sei nem o nome ou o telefone daquele cara para ligar em momentos de necessidades.

As duas se entreolharam e ficaram rindo enquanto esperavam um taxi.

Você irá gostar de ler também:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *