Desventuras Sexuais de Michele – Roberto

Olá meu bom leitor.

Como estamos em plena semana do amor, dia dos namorados foi ontem e muito casal feliz e muito mais solteiros com recalque, resolvi postar um texto meu relacionado ao tema.

Assim não é um texto romântico sobre um casal feliz, mas é sobre relações amorosas, espero que gostem.

Sobre a personagem principal (Michele) eu tenho uns quatro textos escritos sobre encontros amorosos dela, se vocês gostarem no decorrer da vida do blog eu vou postando os outros. O texto é um pouco explicito, então aos que não gostam de falar sobre sexo, pensem se vão querer ler.

Não é minha intenção ofender ninguém, e sim trazer um texto com um estilo cômico um pouco mais diferente.

Tenha um ótimo ponto para ler!

Desventuras Sexuais de Michele – Roberto

– Hoje que vou me encontrar com aquele cara que tinha te falado – Michele disse enquanto Luana alisava seu cabelo.

– Como é mesmo o nome dele amiga? – Luana puxava com força a chapinha para deixar o cabelo de Michele, que era bastante encaracolado, o mais liso possível – João?

– Roberto. Quem é João?

– Não sei, estava com esse nome na cabeça. Deve ter sido um novinho que eu saí semana passada – um sorriso malicioso apareceu na boca de Luana – e que novinho.

– Você não me falou sobre ele. É gatinho?

– Assim, ele deveria ter uns dezoito ou dezenove anos, não sei nem perguntei. O rosto dele era meio feio, tinha umas marcas de espinha, mas o corpo – ela soltou um suspiro carregado – aquilo não era um corpo, era praticamente um parque de diversões.

Michele a olhou e as duas trocaram um sorriso de canto de boca que dizia muito mais do que aparentava – Onde você o achou? – Michele perguntou com pensamentos safados – Vou à fonte ver se acho um para mim.

– Foi naquela boate perto do quartel, ele deve ser um recruta – ela parou de alisar o cabelo por um momento enquanto lembrava-se da noite – devia ser a folga dele, só sei que o peguei e não larguei a noite inteira.

– Amiga você deu para ele na mesma noite?

– Claro que eu dei – soltou uma gargalhada – novinho me querendo e com o corpo todo malhadinho, dei mesmo Michele, e dei gostoso. Você que tem essa besteira de ficar se guardando para a posteridade.

Michele a olhou pelo reflexo do espelho com um sorriso amarelo – Mas amiga, você sabe que eu nunca dei muita sorte com homens, e hoje só estou saindo por pressão.

– Pressão? Pressão, Michele? Você acha que me engana, né?! Eu sei que você esta saindo por que está com vontade de dar – soltou mais uma gargalhada – olha eu estou com trinta e oito e saio direto com homens diferentes e sempre mato o meu tesão, você está com quantos anos?

– Vinte e sete.

– Ah! Michele, para de drama! Você está na idade de dar até assar. – Luana ria enquanto alisava o cabelo – A última vez que sai com um homem foi na semana passada, com esse novinho que eu te falei, qual foi a última vez que você saiu com alguém?

– Acho que tem um mês mais ou menos.

– Mas você deu? – o sorriso que Luana dava era do mais pervertido possível.

– Não – Michele começou a ficar vermelha – não me senti segura para fazer isso.

Luana parou de alisar o cabelo e a fitou pelo reflexo do espelho – Michele qual foi à última vez que você deu?

– Que eu dei? – ela já sentia o seu rosto quente – não sei amiga, isso é pergunta que se faça?

– Claro que é – Luana falava rindo – pode abrir o jogo, qual foi à última vez que você tirou os morcegos do encanamento?

– Morcegos do encanamento?

– Não se faça de desentendida Michele – Luana se acabava de rir – quando foi amiga, que você deixou a bat-caverna pronta para uso do batman?

– Não sei do que você esta falando? – Michele tentava desviar o olhar do sorriso malicioso da Luana.

– Claro que sabe Michele, quando foi à última vez que você virou o olhinho?

– Você quer saber qual foi à última vez que fui para a cama com um homem?

– É, porra! Quando foi a última vez que você trepou?

Michele não sabia onde se enfiar de tanta vergonha, para acabar logo com aquela conversa resolveu responder – Acho que deve ter um ano.

Luana parou e a fitou por alguns minutos e voltou a alisar o cabelo – Você vai dar para esse tal de João hoje.

– Como assim vou dar? E o nome dele é Roberto.

– João, Roberto, Adriano. Tanto faz o nome, você vai dar hoje Michele.

– Como assim? Ir chegando e dando?

– Claro! Você o conheceu onde?

– É amigo de um amigo do meu primo.

– Melhor, que não e próximo dos conhecidos – Luana entoou mais uma gargalhada – vamos fazer assim, vou te deixar toda lisa e maquiada, você vai usar um vestido com aquele decote e vai dar para esse Adriano.

– É Roberto, mas você não acha que vai ser muito vulgar eu já chegar abrindo as pernas não?

– Michele me escuta com atenção – Luana segurava para não rir – no seu caso não é vulgaridade minha filha! É necessidade mesmo – soltou uma gargalhada – vai e solta essa periquita sem medo de ser feliz. Você está depilada né?

– Não, mas vou me depilar – Michele disse, já fazia mais de três semanas que ela não se depilava.

Roberto a buscou em casa quando era quase umas nove horas da noite. Eles foram a um barzinho que toca MPB ao vivo na zona central da cidade. Beberam cerveja acompanhada de carne na chapa com mandioca. Roberto era um moreno alto, com braços um pouco fortes e uma barriga de Chopp saliente. Ele tinha trinta e cinco anos, era bastante educado e tentava ser sedutor, mas o que deixava Michele desconcentrada nele eram seus dentes. Eles eram amarelados e tortos, enquanto ele falava, ela apenas conseguia prestar atenção nos dentes.

Michele já estava meio tonta quando sentiu a mão de Roberto pousar em sua coxa, enquanto sugeria que os dois fossem para um lugar mais particular que os deixasse mais a vontade. Michele bebeu um copo de cerveja com um gole só pensando que se ficasse mais bêbada iria poder deitar com ele mais facilmente, ela concordou e os dois foram para um motel nas redondezas.

Quando chegaram ao quarto Michele já estava completamente tonta, ela se jogou na cama e Roberto já foi deitando por cima dela beijando o seu pescoço, ela só conseguia pensar nos dentes dele “Tomara que ele não bata esses dentes na minha pele” pensava ela com a cabeça dando voltas. Ele foi para beijar a sua boca, ela beijou meio contra gosto, quando ele bateu os dentes dele nos dela, ela deu um pequeno grito de repulsa.

– Está tudo bem Michele? – Roberto perguntou enquanto passava a mão nos seios dela.

– Está sim. Esta tudo bem – “puta que pariu o que eu estou fazendo”, pensava Michele – só vai lá para baixo, vai.

– Você já quer que eu te chupe?

– Isso! – Michele não sabia o que fazer, estava bêbada e sentindo nojo de Roberto, ela só queria terminar aquilo logo – isso me chupa gostoso.

– Pode deixar – Roberto disse enquanto tirava a sua calcinha levantando o vestido que ela estava usando – vou te chupar gostoso.

– Só a língua – Michele não sabia como se comportar por causa dos dentes dele.

– Mas as mordidinhas que são gostosas – ele deu uma mordida no ar mostrando os dentes tortos.

Caralho, que boca nojenta!” – Só usa a língua, eu acho mais gostoso – disse ela segurando para não correr de nojo da boca.

Quando ele tirou a calcinha dela ele soltou um sorriso abafado – Você é bem ao natural não é mesmo – “Porra não estou depilada” pensou ela no mesmo momento.

Enquanto ele fazia o trabalho com a boca Michele não sabia se gemia de desespero ou gemia de agonia, de qualquer forma ela tinha que gemer para ele não sair de lá. Por ela, ele ficaria com a boca ocupada a noite toda e não a atormentaria com aquela boca que lhe dava nojo, mas de súbito ela foi tomada por um pensamento “e se os dentes dele se prenderem nos meus pentelhos?”, com aqueles dentes tortos e sobressaltados e os cabelos de suas partes intimas ao estilo Claudia Ohana, Michele começou a se mexer para tentar afastar o rosto de Roberto permitindo-lhe apenas triscar a ponta da língua.

– O que foi gatinha, você não esta gostando? – ele perguntou levantando o rosto, quando ele fez um sorriso saliente Michele se assustou. Preso entre os dois dentes da frente havia dois pentelhos presos – Já sei, você já quer ir para a parte boa não é mesmo.

Ela desconcertada acenou positivamente com a cabeça, enquanto ele ia subindo dando beijos na barriga, ela começou a segurar o riso os cabelos estavam tão grandes que ela podia os sentir rasparem na sua barriga lhe causando cocegas – Para, para – disse ela em meio aos risos o empurrando para longe.

– Você sente cocegas nessa barriga lindinha né – Roberto disse em tom malicioso, mas Michele não o escutou. Só conseguia prestar atenção nos pequenos cabelos presos nos dentes dele – o que você acha então se eu beijar aqui – ele aproximou do pé dela, ao menor toque da boca dele Michele pensando naqueles dentes e nos seus pentelhos presos deu um chute involuntário no rosto do Roberto que caiu desmaiado em cima da cama.

– Roberto? – Michele perguntou tocando-o no ombro. Quando ela o balançou, ele abriu a boca inconscientemente deixando a mostra os dentes tortos e sobressalentes e os pentelhos presos – Pronto! Era só o que me faltava, matei a porra do homem – ela se vestiu, chamou um taxi e foi embora deixando um bilhete “gato você se esforçou tanto que dormiu, achei melhor não te acordar e fui embora. Espero ter sido tão bom para você como foi para mim. Beijos, Michele” – espero que com a pancada ele tenha perdido a memória.

– E então Michele, como foi o encontro com o João? – perguntou Luana.

– O nome dele é Roberto. E digamos que foi desastroso – Michele disse soltando um sorriso sem graça – já se passaram quatro dias e ele não me ligou.

– Mas você deu?

– Não.

– O que aconteceu? – Luana já soltava gargalhadas.

– Digamos que ele dormiu antes de consumar o ato – Michele disse olhando para o lado lembrando-se do desastre da noite e pensando que se falasse para Luana a verdade ela seria motivo de zoação por um bom tempo.

– Então diz para o seu primo que os amigos dele são um bando de brochas. Que absurdo um cara dormir antes de transar – ela gargalhava alto – agora é um ano e um dia sem revirar os olhos – soltava mais uma gargalhada – mas pelo menos você esta depilada.

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