III Feira do Livro da CLDF – Impressões

Olá, meu bom leitor.

Como você deve ter visto no Instagram do Ponto (@pontoparaler) esta semana eu participei da III Feira do Livro da Câmara Legislativa do Distrito Federal, graças ao convite do Rômulo Neves. Como eu ainda não tenho livro físico, cedi o espaço que seria meu para os autores Patrícial Baikal e Rogério Bernardes.

 

A feira ocorreu entre os dias 3 e 5 de outubro, realizada pela 3° Secretaria da CLDF e da biblioteca Paulo Bertran, os livros ficaram expostos dentro do Foyer do plenário e o legal foi que todos os expositores são daqui da capital.

A ideia da feira foi muito bem recebida, mais espaço para falar sobre literatura é sempre bem vindo, ainda mais quando podemos apresentar a literatura brasiliense. Porém a execução da feira ficou muito longe da importância do evento.

Tivemos muitos autores com literatura voltada para o público adulto, muito romance, muito suspense, muita leitura elaborada, porém recebemos a visita de escolas de alfabetização e dos primeiros anos do ensino fundamental. A ideia de levar as escolas foi boa, mas não casou muito bem, pois as crianças tiveram contato com livros que não eram adequados para a sua idade e grau de escolaridade. Talvez seria mais proveitoso se as escolas escolhidas para a visita fossem de Ensino Médio.

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a falta de interesse dos deputados distritais em conhecer a literatura que é produzida por aqui. Estivemos durante três dias na entrada do plenário, que é o local onde acontecem as votações de projetos de lei, mas os deputados passavam batido e não se interessaram em ir ver os escritores da cidade que representam. No último dia o deputado Joe Valle, presidente da Casa, chegou a passar pelas mesas, mas ele não se interessou em conhecer as instituições e o que era produzido, foi lá apenas para bater foto com os participantes. O único deputado que realmente compareceu para conhecer os expositores foi o Raimundo Ribeiro, que também é membro da Academia Aguaslindense de Letras.

No final, as vendas foram poucas, a participação da comunidade beirou a nulidade por falta de divulgação do evento. A Feira da Câmara tem todo o potencial para ser um evento que representa a literatura da capital, mas para isso ela precisa antes ser pensada como evento cultural e não apenas algo político. Ali é um ótimo espaço para se debater a literatura local, dá para ir bem mais além de sair bonito na foto.

Tenha um ótimo ponto para ler!

Paulo Souza

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1 comentário

  1. Foi uma pena não ter havido divulgação suficiente sobre o evento. A Câmara é um espaço grande que poderia receber esse tipo de evento todo ano… Quem sabe no ano que vem não seja diferente? Vou torcer! E obrigada mais uma vez pela oportunidade, Paulo! 😉

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