Minha vida – Parte Dois

Olá meu bom leitor.

Mais uma quinta-feira e eu estou retomando os contos.

Sim eu sei que passei algumas semanas sem postar nenhum conto meu, mas foi por bom motivos, afinal de contas ainda sou um simples mortal.

Mas não vamos ficar choramingando, a baixo segue a segunda parte do conto que eu havia começado no inicio do mês, caso você não tenha lido a primeira parte o link esta aqui:

Parte 1

Tenha um ótimo ponto para ler!

Minha vida – Parte Dois

Imagine você como ficou a minha mente ao ver a casa sendo consumida pelo fogo.

Simplesmente não sabia o que fazer, via alguns homens de ferro igual como aquele havia morrido andando dano voltas pela casa segurando tochas de fogo.

Então veio de uma vez em minha mente a advertência que ele havia feito antes de morrer “fuja, eles irão chegar e matar a todos”. Me joguei ao chão para que ninguém me visse.

Fiquei deitado chorando e segurando a grama com tanta força, mas com toda força que para mim a grama era a única coisa que poderia me salvar e me manter seguro, segurei com tanta força a grama que a ponta dos meus dedos sangraram.

Se bem me recordo eu vi o por do sol e o nascer ali deitado agarrado à grama sentindo o cheiro da terra e do orvalho. Você deve estar se perguntando se eu não senti fome ou frio, pois bem vou lhe contar um segredo, quando você está na transição de uma pessoa com família para um sozinho e sem nada você não consegue sentir nada.

Aqueles homens ficaram o tempo necessário para ver toda a casa virar cinzas, eu vi que o meu pai tentou sair da casa com o corpo coberto por chamas e um dos homens, o único que segurava um capacete na mão e mostrava os seus cabelos vermelhos, o perfurou com a espada e o empurrou para dentro da casa novamente.

Quando vi que não havia mais ninguém lá por perto resolvi levantar e ir ver se achava alguém ainda vivo. Eu era um garoto iludido e que realmente não conhecia a vida.

Não preciso nem contar o que eu achei não é mesmo, só poeira e pedaços deformes negros. Não havia mais nada ali, eu estava realmente sozinho no mundo.

Fui a minha árvore pegar os meus tesouros, foi ali que eu percebi que o que eu tinha era um enorme amontoado de lixo. Uma pedra lisa preta, um boneco de palha que eu gostava e o mapa.

Peguei apenas o mapa e fui em direção da floresta, se eu quisesse sobreviver teria que atravessa-la, mas iria precisar de comida e água.

Veja como eu era burro, no meu entendimento no interior de uma floresta deveria haver muita água para alimentar as árvores e como havia muitas árvores deveria ter também muitas frutas, e sem pensar muito entrei na floresta. Eu realmente não sabia de nada da vida.

O clima era outro ali no meio das árvores, já não sabia quantos dias estava ali dentro, na verdade o sol já era uma lembrança muito distante para mim. A água era a coisa mais difícil de encontrar, por sorte achei um pequeno córrego, o gosto era barrento, mas mesmo assim eu o bebia com avidez.

Resolvi andar beirando o pequeno córrego, e nem vou falar sobre a comida aquelas malditas árvores não davam nenhum fruto e eu já estava morrendo de fome.

Foi em um dia em que eu não aguentava mais me sustentar sobre a minhas pernas, e a minha visão já estava ficando turva quando vi um veado se aproximar de mim.

Sabe aquelas coisas inesperadas que salvam a sua vida, então, foi exatamente isso que aconteceu comigo, o veado simplesmente disse “Quer ajuda?”.

Há eu não acreditei e pensei que estava delirando e simplesmente desmaiei.

Quando acordei tinha um macaco em cima de mim com uma tigela de sopa, eu o olhei e desmaiei de novo. Só me lembro do primata dizer bem lá no fundo “Se ele não comer não vai poder nos ajudar”.

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