Pontos sobre a II Bienal

Olá, meu bom leitor.

Então vamos falar sobra e II Bienal Brasil do Livro e da Leitura?

Primeiro vou falar no que eu não gostei do evento e depois sobre as coisas boas, acho que assim a leitura vai terminar de uma maneira mais agradável.

Uma coisa é certa, o governo do Distrito Federal não está preparado para organizar grandes eventos e tão pouco preocupado para se qualificar para organizar eventos de grande porte.

Primeiro foi à palhaçada que aconteceu na abertura do evento que eu postei aqui, se você não leu clique AQUI para ver como foi.

A organização não contente em fazer algo correto simplesmente terminou de cagar no decorrer do evento, três dias antes de abrir o espaço para o público uma das tendas rasgou por causa de uma chuva forte e estragando centenas de livros, e que não foi noticiado pela mídia.

O tablado de vários lugares estava irregular e pela falta de manutenção nós últimos dias estava soltando tanto o carpete como a madeira.

Durante os dias foram realizadas várias palestras, mesas redondas e discursos e que para participar teria que ser retirado um convite (que seria distribuído duas horas antes do horário marcado na programação), mas o que eu vi em um dia foram convites sendo distribuídos quatro horas antes da palestra e convites sendo distribuídos para palestras do dia seguinte. Organização a gente vê por aqui.

Apenas para salientar eu escrevi, em forma de comentário na página do evento no Facebook, uma reclamação referente à abertura e para a minha total surpresa a postagem foi excluída e não tive uma resposta ou muito menos um pedido de desculpas pelo o que passei. A minha namorada também fez o mesmo e desta vez eu fiz um print, e claro que a postagem dela também foi excluída depois de um tempo.

Então resolvi observar a página e vi várias reclamações e que todas elas, sim todas, foram excluídas em no máximo um dia. A organização apensa deixava as postagens elogiando o evento.

Uma outra coisa que eu não gostei no evento, que não é culpa da organização, mas sim da cultura do DF. A bienal foi uma enorme feira de vendas de livros, claro que podíamos comprar livros mais baratos, os desconhecidos estavam absurdamente mais baratos e os que estão nas listas de mais vendidos ou que a crítica está falando bem ou mal estavam em preços normais, um ou outro que se via mais barato.

O que eu não gostei foi que em outras bienais ou feiras do livro ao redor do mundo existem editores, escritores, desenhistas andando pelos corredores para firmar acordos, descobrir novos talentos e até mesmo dar uma olhada com mais atenção nos novos autores que estão mostrando suas obras, isso não existe aqui em Brasília. Eu não vi nenhum editor procurando uma nova oportunidade e vi muitos escritores novos dando a cara a tapa para se mostrar, mas as pessoas certas não estavam lá para vê-los.

Claro que uma palestra ou outra foi compensadora, um palestrante entre cinco disse algo realmente bom, graças aos céus tivemos poucas pessoas que estavam realmente preocupadas em prestigiar a leitura e o livro.

Como disse anteriormente a bienal foi em sua maior parte uma tremenda feira de vendas passando longe do proposito de alavancar a cultura literária brasileira.

A única editora que eu senti que tinha a preocupação de fazer elevar o prestigio do evento foi a Companhia das Letras que montou um stand totalmente diferenciado, as outras eram mais do mesmo.

Teve também alguns stands trazendo esculturas e pinturas o que eu achei muito legal, afinal de contas é uma manifestação cultural mesmo não tendo relação com a literatura, achei digno ter as obras na bienal.

Mas para recompensar ainda mais a experiência tive a oportunidade de conhecer grandes pessoas.

A primeira foi a Dad Squarisi jornalista, teórica da literatura, linguista e colunista do Correio Braziliense que deu ótimas dicas de gramatica para a redação. Sem falar que ela é uma amor de pessoa.

Outra pessoa foi um autor brasiliense o Flávio Vieira que é autor do livro “A Rebelião da Almas”. Eu não o conhecia, mas fiz questão de comprar um livro dele para ler e poder ter uma opinião concreta sobre a sua escrita.

Uma das escritoras mais simpática, carismática e legal que já tive a oportunidade de conhecer foi a Renata Ventura autora do livro “A Arma Escarlate” que conta a história de uma escola de magia e bruxaria aqui no Brasil, eu comecei a ler e de cara vi que a leitura é envolvente e arrebatadora.

Tive também a oportunidade de participar de uma mesa redonda composta pelo jornalista e cronista Vinicius Jatobá, a escritora Ana Paula Maia e o escritor Raphael Montes. O tema da discussão era “Novos ficcionistas do Brasil”.

Dos três eu conhecia apenas o Montes, mas tenho que admitir que me encantei com a Ana Paula Maia e estou louco para ler um livro dela, ela escreve sobre matadouros de bois e porcos e retrata como o homem se adapta a brutalidade e como a violência faz parte da nossa vida cotidiana.

Tive a oportunidade de participar com uma pergunta, disse que eu era um escritor e gostaria de saber a opiniões e expectativas deles sobre os novos autores que estavam surgindo, as respostas foram ótimas, eles esperam apenas o melhor dos novos autores e da literatura em geral. Claro que as respostas foram grandes e bem elaboradas o que me encantou muito.

E claro que tive o prazer do conhecer o Raphael Montes que já é considerado um grande escritor de suspense policial brasileiro, apenas tenho que parabeniza-lo por esse feito. Ele é uma simpatia de pessoa, quando disse que também era um escritor na mesa redonda ele fez questão de colocar no autografo “Continue a investir na escrita! Sucesso!”. Ele é autor de “Suicidas” e “Dias Perfeitos”.

Você deve ter percebido que eu apenas falei sobre autores nacionais, e eu realmente eu estava à procura de autores nacionais, estava com essa vontade de prestigiar o nacional, o nosso, o brasileiro e sinto que fiz a minha parte.

Para concluir a bienal foi boa e ruim ao mesmo tempo, teve muitas coisas erradas e ruins acontecendo, mas felizmente as poucas boas foram compensadoras.

Precisamos apenas evoluir a nossa consciência patriótica e começar a respeitar e prestigiar mais a literatura nacional.

Tenha um ótimo ponto para ler!

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