Ptah – Parte Dois

Olá, meu bom leitor.

Mais uma quinta-feira e mais um conto.

Estou feliz com a repercussão da primeira parte do conto “Ptah”.

Nem vou enrolar muito, apenas vou colocar o link da primeira parte para quem não leu:

Parte 1

Tenha um ótimo ponto para ler!

Ptah – Parte Dois

INVEJA

No outro dia logo cedo Ptah já estava com seu pai no salão do castelo a espera dos seus senhores.

O pai estava entusiasmado para mostrar o trabalho do filho e tê-lo ao seu lado no trabalho da documentação de todo o feudo. Entretanto o filho estava com outras preocupações na cabeça. Ptah estava pensando em como iria sumir e começar uma vida com a sua amada.

Foi desperto do seu sonho com a chegada dos senhores. Ele e seu pai se colocaram de pé e viram os dois entrarem. Rord era um senhor de pouco mais de quarentas anos, uma barba protuberante que lhe dava mais autoridade. Sua esposa Regalis era uma mulher de trinta e dois anos, bela e dona de olhos azuis que encantavam a todos.

Ptah ficou deslumbrado com a beleza que Regalis possuía, a beleza das belezas era o que ele pensava em seu íntimo. Mas ele tinha consciência de que ela já possuía o seu homem e que ele pertencia a Isis.

A demonstração das habilidades de escrever de Ptah foram as melhores deixando o seu pai totalmente orgulhoso. Já na saída ele estava focado em sua fuga quando foi abordado por um servo pessoa de Regalis.

– Ptah – disse o homem com a voz grossa – a senhora Regalis deseja que escreva uma carta.

– Agora? Mas mal fui aceito como escriba.

– Você já é um escriba, meu filho, já está preparado. Vá e me diga como foi o seu primeiro trabalho.

– Tudo bem, então – disse Ptah pensando em quanto tempo aquele imprevisto lhe custaria.

Chegando aos aposentos ele se deparou com Regalis vestindo apenas um longo sobretudo de pele cobrindo-lhe todo o corpo.

– Me chamou, minha senhora – disse ele tentando soar o mais natural possível.

– Sim, sente-se aqui – disse ela lhe puxando uma das cadeiras – enquanto prepara o pergaminho vou trancar a porta. Não gosto de ser interrompida quando dito uma carta.

– Sim, minha senhora – arrumou tudo rapidamente para sair de lá o mais breve possível – já estou pronto para escrever.

– Gosto de pessoas novas, elas sempre são rápidas e estão prontas. Diga-me uma coisa escriba, você está aqui para me servir, não é?

– Sim, minha senhora.

– Pois bem, nunca gostei do seu pai, ele sempre foi muito – buscou a palavra certa na memória para usar enquanto observava Ptah sentado – formal. Gosto de brincar um pouco.

– Serei da maneira que lhe agradar, minha senhora – Ptah respondeu sem saber se aquela era mesmo a resposta apropriada.

– Você me agrada escriba – ela se aproximou dele e pousou as mãos em seu ombro – e irá me agradar muito mais se fizer exatamente o que eu ditar e se tornar meu confidente.

– Claro, minha senhora – ele estava se sentindo extremamente desconfortável com a situação e pensou se não teria sido melhor ser mais formal como o pai – pode começar a ditar, minha senhora.

Ptah sentiu a roupa de Regalis cair e ficou estático com um misto de nervosismo e medo, ele sabia que tinha que sair dali o mais rápido.

– Sabe, escriba – disse ela aproximando a boca de sua orelha – quero que escreva em meu corpo com sua língua e que me possua. Faz um demasiado tempo que meu esposo não me possui e vi em você a minha resposta – mordeu a orelha dele.

Ptah levantou de um pulo com o rosto branco – Me desculpe minha senhora, mas não sou capaz de fazer isso.

Regalis o olhou dentro dos olhos lhe decifrando – Você me acha bela, mas ama outra. Não tem problema me possua pensando nela.

– Não posso.

– Se não fizer procurarei outro para fazer e se falar algo minha palavra tem mais força. Venha para mim.

– Não posso – Ptah foi se aproximando da porta.

– Se você sair desta porta eu vou descobrir quem ela é e a punição será dada a ela para que você a veja sofrer. Venha para mim escriba. É uma ordem.

– Me desculpe, mas você não saberá quem ela é não posso fazer mais nada pela senhora – destrancou a porta e saiu o mais rápido que pode do castelo.

Passou em casa pegou apenas o que pode carregar, estava como medo de Regalis mandar alguém busca-lo em casa para escolta-lo de volta ao castelo e ninguém saberia o que poderia acontecer dentro daquelas paredes.

Deixou um recado ao pai explicando o que aconteceu e fugiu.

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